16 de mar de 2014

Noite fria

Em uma dessas noites qualquer estive pensando o quanto é difícil admitir quando se esta errado, o quanto é difícil deixa o orgulho de lado para pedir perdão. Em uma dessas noites qualquer eu decidi me encontrar comigo mesma, uma coisa que não fazia a muito tempo, mas sabe o quanto é difícil se encontrar consigo mesmo quando dentro de você só existe bagunça? Quando se esta assim é difícil colocar as coisas novamente no lugar, é difícil reorganizar essa bagunça quando não se tem mais lugar para reorganizar tudo. Em uma dessas noites qualquer estive olhando para as estrelas como nunca mais havia as olhado, observei a lua e tentei me sentir em paz, tentei me sentir completa assim como me sentia quando á olhava, mas nada aconteceu, a sensação de bagunça e de vazio ainda persistia dentro de mim, nem mesmo por um segundo me abandonou pelo contrario, enquanto á observava esse sentimento apenas aumentou. Em uma dessas noites qualquer percebi que algo me faltava, notei que estava estranhamente incompleta e preenchi isso com sonhos e esperanças, e desde então venho tentando realizar cada um desses tais sonhos numa tal esperança que um dia esse vazio se complete. Em uma dessas noites qualquer eu estive me imaginando em um lugar totalmente diferente, em uma vida totalmente diferente e juro que por algum tempo consegui me sentir menos vazia, então quando abri os olhos toda essa sensação voltou. Eu acredito que todos esses sentimentos, toda essa bagunça seja apenas a realidade e a vida agindo de mais em torno de mim, com uma pressão muito grande me fazendo desacreditar de certas coisas. Em uma dessas noites extremamente fria com ar de chuva, eu descobri que não mais acredito nesse tal sentimento "amor" entre duas pessoas, pelo menos não para mim. Em outra noite fria eu tentei novamente reorganizar minha bagunça, tentei me libertar desse vazio, tentei novamente reencontrar o que me falta, então depois de tentar confrontar todo esse mar de incompreensão dentro de mim olhei novamente para as estrelas, observei a lua assim como havia feito á muitas noites atras, e eu não sei porque mais eu juro que naquele momento me senti eu mesma, me senti completa.

                                               Escritora: Gabryella Alvino


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