3 de abr de 2017

De Certa Forma Eu Esqueci

Acredito que talvez eu tenha me abandonado novamente, ou me esquecido de algum modo. É possível esquecer a si mesmo? Creio que sim, na verdade é um fato que acontece muito no decorrer da vida e nós nem nos damos conta. As vezes me perco na ideia de como vou estar daqui a alguns anos, de como vai estar a minha vida, se eu ainda irei continuar esquecendo sempre de mim e de quem eu sou realmente.

Não lembro mais sobre o que eu gostava de escrever,ou como eu lidava com tanta confusão, não lembro o que era a minha âncora, isso me incomoda de certo modo. Âncora é uma palavra engraçada, ao pé da letra significa que é um instrumento náutico pesado usado para 'ancorar' ou fazer presa em fundos rochosos,  já para muitos é considerada um símbolo de firmeza, força, tranquilidade, esperança e fidelidade.  

Para mim o simbolo tanto quanto a âncora  em si, representam  paz, liberdade. Acredito que seja algo que eu procuro sempre, em tudo que eu faço, porém acho que ainda não procurei da forma correta. De certa forma, eu mesma me bloqueio a encontrar tudo isso, não importa para onde eu corra, sempre vou estar trombando comigo mesma com esse muro de limitações que eu mesma me impus.

Sinto falta de realmente me sentir viva, e não empurrada pelo meu dia, sinto ainda mais falta de construir boas lembranças e de ter coisas boas para serem lembradas. Minha mente me engana muitas vezes, talvez para eu não ficar ainda mais triste, ela me engana com falsas recordações, de fato. Sinto falta de chorar de tanto sorrir, sinto falta de não me sentir triste.

18 de jan de 2017

I'm A Live

 Pensei por vários dias sobre o que escrever, procurei a minha inspiração que normalmente não precisa ser procurada, e não encontrei nada. Ando com a cabeça cheia, incrivelmente cheia de informações, não esta tudo bagunçado como o de costume está na verdade bem mais organizada, porém com tantas informações, muitas coisas acontecendo e passou a ser difícil descrever o que ando pensando, mais do que o de costume.
Acho que quase sempre na vida chegamos a um ponto onde temos que aprender a conviver com nossos sentimentos, ou enfrentá-los. Digo isso por sempre fugir dos meus, ou simplesmente não encontrar eles em mim. Sempre  achei extremamente fácil falar de sentimentos com as pessoas, não sobre os meus é claro, sempre fui boa em dar conselhos, sentimentais ou não, mas principalmente sentimentais, apesar de não ser o meu forte sabe? Sentir algo, e tudo mais, nunca fui muito chegada a isso.

Sentimentos.... Essa é uma palavra que anda rondando minha vida a um bom tempo, e ultimamente minha cabeça. Normalmente eu sempre escrevo sobre eles, ou sobre a ideia deles. Na verdade pensar em sentir algo 'real' me assustava, me assusta, isso sempre me fez correr de qualquer aproximação, de qualquer linha que cruza-se o "tanto faz" que eu sempre impus a coisas relacionadas.

Sempre me proibi sentir, por medo acredito eu, mesmo que inconscientemente, eu acabei ignorando o fato de que eu poderia me magoar com outras coisas, outras situações. Por isso me importei demais, me magoei demais, mais do que em qualquer relacionamento.

Andei cansada de me importar demais, de vez ou outra sempre me abalar, sempre me culpar por coisas que estão fora do meu controle, me culpar por situações nas quais eu não tenho toda parcela de culpa, andei cansada de me magoar de pouco a pouco por problemas que não tinham mais soluções. Cheguei a conclusão que não mereço sempre sofrer por bagunça de outras pessoas. Eu realmente cansei, e quando isso aconteceu eu só decidi não me importar mais.

As vezes deixar as coisas seguirem seu próprio rumo é a melhor alternativa, não adianta tentar interferir em situações que não estão sob seu controle, você apenas vai se magoar mais, se torturar ainda mais, e pior vai acabar nunca tirando da sua cabeça coisas nas quais você quer esquecer, sentimentos que não quer sentir. Comecei a levar esse conselho pra mim, afinal depois que você se da ao máximo, faz o possível, as vezes só não tem mais o que fazer, é preciso deixar as coisas seguirem.

Eu sempre estive em um grande impasse na minha vida, sempre triste, sozinha, apesar de tantas pessoas a minha volta, e quando me sentia finalmente bem, eu nunca soube o que fazer com isso, sempre me preocupei demais, acredite ou não acabava colocando sempre a felicidade e o bem estar de outras pessoas a cima do meu... Eu ando cansada de não saber como ser feliz, de como não saber ficar bem. Parei de me importar, ou ando tentando parar e depois disso tenho andado com uma vontade absurda de sentir sensações novas. De sentir coisas jamais sentidas. De experimentar momentos que me tirem o fôlego. Eu preciso viver. 

3 de dez de 2016

Resenha: Batom No Dente

Autora: Maria Helena Mossé
Editora: 7Letras
Ano: 2016
Páginas: 108

Sinopse:

 A mulher e suas dúvidas, amores e dissabores. Batom no dente, livro de estreia da escritora  psicanalista Maria Helena Mossé, como o título sugere, traz uma galeria de personagens femininos em situações de insatisfação, inadequação ou expectativa. Afinal, o que querem as mulheres?, indagaria o fundador da psicanálise Sigmund Freud. A autora não tenta responder, mas apresenta, através de sua prosa madura e elegante, rica em recursos narrativos, protagonistas de variadas idades e classes sociais – inclusive dois homens preocupados com o que as mulheres e os amigos pensam deles – que se inquietam, questionam e se movem em busca de realizar seus desejos. Como a moça do interior que ascende a dondoca na Barra da Tijuca e vai procurar a amiga que a desafia, a ex-esposa que finalmente se livra do jugo subliminar do ex-marido, a mulher casada e entediada que sai para passear com o cachorro numa noite chuvosa e vislumbra um grande amor.


Oi meus amores, tudo bom com vocês? Hoje vim trazer a resenha de uma obra incrível, Batom No Dente é uma obra que reúne 21 contos por Maria Helena Mossé, a autora fala sobre assuntos que envolve o universo feminino como um todo. São várias personagens onde estão passando por momentos difíceis da sua vida, ou por dilemas, esse foi um ponto da obra que mais me cativou, ela não usar problemas fictícios, ou algo que sabemos que é pouco provável de acontecer que é apenas ficção, mas sim são dilemas que podemos chegar a viver a qualquer momento das nossas vidas, ou já estamos vivendo.

Alguns contos em especial me ativaram mais, foram contos que de alguma forma, apesar de hoje não ter tanta igualdade com a minha vida, ainda sim me parecem reflexos de algum momento que irei passar ou já passei. Em  Bobó de Camarão a personagem principal do conto é a Cláudia, que reencontra um amor do passado e resolve preparar um almoço para ele, um bobó de camarão. Mas será que vai aparecer? Depois de tanto tempo, será que as coisas poderiam voltar a ser como eram antes? No conto Sobreviventes eu realmente me encantei, me aconcheguei aonde estava e permaneci ali lendo esse conto lindo, e de alguma forma me vi ali, bem ali talvez no lugar da Ana, talvez mesmo em alguns pensamentos do Pedro. Mas um conto que definitivamente me ganhou foi The End.
A escrita da Maria Helena é descritiva, e incrivelmente cativante. Todos os 21 contos são contados em primeira e terceira pessoa, personagens não só femininos, mas também masculinos. Todos são diferentes, distintos uns dos outros, porém entre alguns existem ligações. Essa foi a obra de estrei da autora, e eu só tenho a dizer que já quero mais obras, a escrita da autora é extremamente cativante. É isso meus amores, quero agradecer a nossa editora parceira, Oasys Cutural por todo o carinho. 

16 de out de 2016

Resenha: O Quarto do Conto

O quarto do conto
Entre quatro paredes/2
Autora: Renata Dias
Editora: Talentos da literatura brasileira

Sinopse: Lara é uma profissional brilhante, determinada e extremamente criativa. Quando era mais jovem, curtia a vida sem se dar limites, até que o fim de uma relação abalou sua autoestima e fez com que se fechasse emocionalmente, ocultando suas fantasias e impossibilitando-a de se entregar mais uma vez ao amor. O que ela não esperava é que, mesmo com as barreiras que se impôs, pudesse ser arrebatada por esse sentimento proibido. Tomada por um turbilhão de sentimentos, Lara precisa aprender a enxergar o seu valor como mulher para retomar as rédeas do seu destino, transformando seus anseios confidenciados em contos num romance tórrido e arrebatador. 
O quarto do conto é o segundo livro da provocante trilogia “Entre quatro paredes”. Com um estilo ágil e cenas detalhadamente explícitas, é recheado de devaneios que, muitas vezes, permeiam o imaginário feminino.

Oi meus amores, tudo bom com vocês? Eu sei que a resenha demorou um pouquinho pra sair apesar de eu ter lido em menos de uma semana  assim como li o primeiro livro da trilogia. A faculdade anda complicando um pouquinho minha rotina, quero pedir mil perdões para a Renata por essa demora, e a vocês também pelo meu sumiço. 

 Depois de um ano da parceria com a autora e DJ Renata Dias, hoje eu volto para falar sobre o segundo livro da série "Entre Quatro Paredes". Já resenhei o primeiro livro O quarto do Sonho aqui no blog, você pode conferir clicando aqui
Começar um livro cheia de expectativas e não se decepcionar foi maravilhoso, eu já tinha me apaixonado pelo primeiro livro e sabia que iria amar a continuação. Se O quarto do Sonho é inteligente, intenso e incrível, pode-se dizer que O Quarto do Conto é a continuação de tudo isso com uma pitada de romance especial, podemos dizer que ele tem partes mais "calientes" que o primeiro livro da trilogia.

Em "O Quarto do Conto" vamos conhecer melhor a vida de Lara, irmã mais velha de Gabe, que o personagem principal do primeiro livro da trilogia. Lara é uma mulher independente e cheia de si, depois de uma grande decepção amorosa se retraiu e dedicou-se apenas ao seu trabalho. Mas não tem quem aguente por muito tempo né? Lara também tinha seus "segredos" e esses segredos deram uma intensidade a mais na história, que é uma das coisas que mais te prende no decorrer do livro. Dona de uma agência de publicidade em Salvador, Lara desempenha seu trabalho ao lado de sua única e melhor amiga, Karina, da forma mais brilhante possível. 


Como fruto de seu sucesso, a baiana conseguiu realizar um de seus maiores sonhos, que era morar na cobertura de um lindo prédio, com uma vista arrebatadora de frente para o mar. Além de ser um apartamento dos sonhos, Lara transformou um dos quartos em seu refúgio espiritual e seu mais íntimo segredo. A história nos traz Vincenzo, um italiano com um charme irresistível e Dionísio, um gato cheio de amor pra dá. Este é Vincenzo Bianco, um verdadeiro homem italiano com ar de mafioso sedutor que, apenas de olhar para Lara, prometia céus e terras, água e muito fogo... Mas é claro que as coisas não vão ser fáceis.

Uma das coisas que mais gosto na escrita da Renata é em como ela consegue fazer com que a gente consiga se ligar aos personagens de uma forma tão natural, os personagens dela não são nada fora do comum, fora da nossa realidade,  não há nada de surreal nos personagens e eu gosto disso. Sem falar que a Renata definitivamente tem um dom lindo de escrever o que há de mais sensual com uma leveza incrível, ela te transporta facilmente aos seus desejos mais íntimos e intensos. 

"Falar de amor é fácil. Difícil é lembrar que a gente tem obrigação de se amar todos os dias..."

Não posso deixar de falar dessa capa, que eu não preciso dizer muita coisa, né? Ela é perfeita, incrivelmente perfeita! Quando eu vi a primeira vez pelo inta da Renata eu já fiquei apaixonada de cara, e assim que chegou aqui em casa eu quase não largo ele HAHA. Algo muito interessante é que a Renata além de DJ e escritora, a autora se aventurou como a mais perfeita modelo impressa na capa do livro, e se olharmos bem de pertinho, suas rosas também dançam, assim como as da Lara, esbanjando não só sensualidade, mas amor próprio e vida!

Bom meus amores pra finalizar, vou usar as mesmas palavras que terminei a resenha do primeiro livro: Quero mais Renata! HAHA  E que venha O Quarto da Cura.

15 de set de 2016

Mudanças Da Vida

É engraçado como certos momentos ficam marcados na nossa lembrança, assim como certas pessoas, as vezes também certos sentimentos. Não necessariamente momentos bons, grande parte são momentos, ou pessoas que queremos esquecer, sentimentos que queremos parar de sentir, já existem momentos, pessoas  que daríamos tudo para não esquecer, e com o tempo tudo simplesmente some. É engraçado como nossa mente funciona.

É engraçado, tudo anda se modificando, as coisas andam percorrendo caminhos diferentes ultimamente, não de uma forma monótona, nem de uma forma bagunçada demais, apenas seguindo rumos diferentes. 

Tem coisas que a gente acha que nunca vai mudar, pessoas que achamos que nunca vamos esquecer e sentimentos que nunca iremos parar de sentir, mas chega um momento na vida em que você só deixa, simplesmente tudo vai embora sem nenhuma despedida.

Me dei conta de que durante tantas mudanças na minha vida, certas coisas foram apagadas, algumas pessoas já não são mais importantes pra mim, me dei conta de que a muito tempo eu já não sinto mais falta, certas coisas já não me afetam mais.

Ultimamente já não soube mais sobre o que escrever, minha confusão andou me atrapalhando mais do que antes, já não sabia mais falar sobre mim, ou sobre sentimentos em si. Ultimamente ando mais aberta a sentimentos, parei de me proibir tanto, derrubei parte do muro que existia e ando me permitindo ser mais feliz.

Muitas coisas andam mudando, eu espero que aquele vazio que abita em mim seja parte dessas mudanças, quem sabe talvez parando de me proibir tanto eu consiga superar tantas coisas, jogar fora tudo que não me completa, fazer aquela faxina na vida e jogar fora tudo que pesa, tudo que atrapalha, tudo que de alguma forma dificulta a felicidade.

Hoje as coisas estão melhores que antes, com seus altos e baixos, mas ainda sim as coisas estão melhorando, de alguma forma o tempo cuidou de resolver tanta bagunça, tanto lixo em excesso, de alguma forma o tempo realmente me fez bem.